Suzano compra imprensa teixeirense com regabofe

Por: Pablo Carvalho

Uma das maiores causadoras de danos ao meio ambiente do mundo com sede no Extremo Sul da Bahia, compra parte da imprensa local com comida. Além dos danos que causa a natureza, como por exemplo, a morte de rios, nascentes e brejos, como fica claro na obra do saudoso Padre José, “Além do eucalipto: o papel do extremo sul”, e no documentário “Deserto Verde”.

Além do mais, a empresa é sonegadora de impostos, bem como arrola as benesses da justiça para não pagar as multas ambientais.

Outra façanha da empresa, é a não responsabilização pela invasão do cemitério de Helvécia e a morte de um adolescente desta comunidade quilombola.

A Suzano usando a morosidade da nossa justiça mudou o nome de uma parte da empresa para “Fibria”, cometendo o crime de estelionato, mais uma vez para não pagar as multas ambientais.

Essa pretensa imprensa teixeirense lucra encobrindo os crimes de quem contribui para o fracasso da nossa região.

É uma vergonha ter uma imprensa que “fica de quatro” por um prato de feijão.

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A 38 anos atrás falecia o camarada Diógenes Arruda

O dirigente e grande difusor do marxismo-leninismo, Diógenes Arruda, entrou bem jovem pras fileiras do Partido Comunista do Brasil. E destacou-se em suas tarefas enquanto militante. Nasceu em Pernambuco, entretanto mudou-se para o estado de São Paulo onde foi eleito deputado federal de 1957 e 1952. Perseguido, vivendo na clandestinidade durante a Ditadura Militar de 64, foi preso, torturado e ficou anos no exílio, passando por vários países.

Fique agora com um trecho extraído do livro “A educação revolucionária do comunista”, da editora Anita Garibaldi, onde reúne artigos de Arruda, quando o Jornal A Classe Operária, estava posto na ilegalidade e ainda assim circulava entre os militantes do PCdoB.

A Lanterna de Diógenes Arruda

Olívia Rangel*

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Diógenes Arruda

Conta a lenda que o filósofo grego Diógenes tinha o hábito de percorrer as ruas de Atenas com uma lanterna na mão, em busca de homem. A lanterna do dirigente comunista Diógenes Arruda Câmara buscava a verdade e sua luz era a teoria marxista-leninista.

Poucos personagens da vida política brasileira podem ostentar em sua carreira a firmeza e a dignidade de Diógenes Arruda. Nascido no Afogado de Ingazeiras, zona da seca em Pernambuco, o rijo sertanejo nunca se dobrou diante das adversidades. Comunista desde os 19 anos, ingressou no Partido Comunista do Brasil em 1934. No anos 40, em pleno Estado Novo, enfrentou com meia dúzia de companheiros a tarefa de reestruturar o Partido desbaratado pela repressão. Cumpriu a tarefa com brilho, ao lado de Amazonas, Maurício Grabois e Pedro Pomar, todos com pouco mais de 20 anos, organizando a Conferência da Mantiqueira, com o Partido tendo em suas fileiras cerca de 1.800 membros.

Em 1947 foi eleito deputado federal por São Paulo, com votação maciça de operários e trabalhadores. Oficialmente, sua legenda é o PSP e por isso ele consegue manter o mandato mesmo depois da cassação dos comunistas. Mas é do conhecimento público que Arruda Fala no congresso em nome do Partido Comunista do Brasil. Termina seu mandato em 1952. Neste mesmo ano chefiou a delegação brasileira ao 19º Congresso do Partido Comunista da União Soviética, quando conheceu Stálin pessoalmente.

Durante o ano de 1958 a luta no seio do Partido começa a ferver. Prestes decide-se a favor dos kruschovistas, adeptos do caminho pacífico para o socialismo. A luta interna contra o reformismo, prossegue até 1962, até a cisão definitiva, quando Prestes muda o nome do Partido para Brasileiro, querendo provar que não tem vínculos internacionalistas e facilitar a legalização. Arruda adere algum tempo depois aos que, como João Amazonas, reorganizaram o Partido Comunista do Brasil em 1962.

Preso em 1969, em São Paulo, foi brutalmente torturado na OBAN (Operação Bandeirantes). Embora declarando-se comunista, não deu nenhuma informação à polícia e foi solto dois anos depois por falta de provas. Não se dobrou. Manteve vivo seu lema: “primeiro o Partido, depois a sua vida, se possível”. Mas deixou a cadeia cardíaco, tuberculoso, com a capacidade pulmonar reduzida a um terço, sem uma das vistas e com os dedos da mão direita quebrados. Vale destacar que, além de seu comportamento heróico, resistindo bravamente às torturas, Arruda Sempre foi lembrado por sua solidariedade com os demais presos políticos e por sua permanente preocupação com o estudo do marxismo-leninismo. Sempre que juntava mais de dois companheiros, ele montava um curso. Fez isso durante toda sua vida na clandestinidade. E não foi diferente na prisão. Ex-presos políticos como Marcos Gomes, Relatam que ele instalou diversos cursos de teoria durante sua estada no presídio Tiradentes, em São Paulo.

Ficou sete anos no exílio tendo morado no Chile, Argentina, Portugal e Albânia. Em todos estes países ministrou cursos de teoria marxista, de história do Brasil e do movimento comunista internacional. Ajudou a construir e consolidar muitos partidos e organizações marxistas em todos os cantos que visitava.

De Volta ao Brasil, lançou-se à luta pela reorganização do Partido, pela unidade, em defesa da anistia ampla, geral e irrestrita. Em poucos meses visitou diversos estados, defendendo a necessidade de somar as forças que se opunham à ditadura, reforçando os Comitês Brasileiros pela Anistia e destacando seu papel na luta pela liberdade.

Arruda era uma personalidade de grande carisma e despertava sentimentos contraditórios entre as pessoas. Capaz de grandes arroubos, de discursos inflamados, de medidas duras, era também um homem de grandes paixões, terno e carinhoso, solidário com os companheiros, fiel até o fim a seu Partido e à revolução. Durante 20 anos foi casado com a artista plástica Tereza Costa Rego, a talentosa e doce companheira Joana, que largou tudo para viver ao seu lado, numa estória de amor que só terminou com sua morte.

Diógenes Arruda Câmara, que enfrentou com heroísmo a tortura nos cárceres e os sofrimentos da clandestinidade, não resistiu à alegria. Morreu no dia 25 de novembro, no momento que João Amazonas retornava do do exílio. A caminho do Sindicato dos Metalúrgicos, onde iam realizar um ato político, seu coração cansado parou de bater.

Seu corpo foi velado por centenas de pessoas no salão nobre da Assembléia Legislativa de São Paulo. Em sua homenagem, o então deputado Eduardo Suplicy suspendeu a sessão. Não antes de discursar afirmando: “Homem temperado, curtido pela clandestinidade eas prisões, Diógenes tinha também uma visão quase poética da revolução. Gostava de referir-se a ela como ‘a festa do povo’ e ao socialismo como ‘um mundo de pão e rosas’”.

O Jornal Tribuna Operária, dirigida pelo Partido, dedicou grande espaço à morte de Arruda. Em reportagem de Carlos Azevedo, relembrou que Arruda, orgulhoso de sua condição de comunista, apesar dos tropeços que esta condição acarreta no Brasil, costumava dizer a respeito com uma ponta de orgulho: “Os comunistas são metais que não se fundem”.

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo cedeu o jazigo dos jornalistas, no Cemitério São Paulo, em Pinheiros, para o sepultamento de Arruda. Uma homenagem ao jornalista militante que ele foi durante longos anos, seja como editor da revista Problemas, durante muitos anos, seja como redator de A Classe Operária.

O enterro transformou-se num ato político de grandes proporções para época. Embora com o Partido na clandestinidade, o cortejo foi acompanhado por guardas de trânsito abrindo caminho e desviando o tráfego. A reportagem da Tribuna Operária relata: “Com profunda emoção, as centenas de amigos que acompanharam Arruda à sua última morada, caminhando por mais de dois quilômetros pelas ruas da capital, choravam. E também cantavam a canção Caminhando , de Geraldo Vandré, repetindo muitas vezes: “Vem vamos embora/ que esperar não é saber/ quem sabe faz a hora/ não espera acontecer”.

Diante da sepultura, a multidão se postou por mais de uma hora. Elza Monnerat leu uma “Mensagem do Comitê Central do PCdoB” em memória do companheiro de lutas. Dirigentes de diversos partidos, organizações e entidades populares, ex-presos políticos deram o seu último adeus ao velho combatente. Já escurecia quando o corpo de Arruda baixou à sepultura. Sobre o caixão, uma bandeira vermelha. Nela estavam bordados a foice e o martelo. E se lia em letras brancas: Partido Comunista do Brasil.

Devagar, a Multidão se desfez. Homens, mulheres, jovens e velhos caminhavam abraçados, unidos. Arruda teria gostado de ver.


*Olivia Rangel Joffily tinha 2 anos de idade quando a família se mudou da Bahia para S. Paulo. Desde muito jovem, Olívia participou da resistência à ditadura militar, primeiro na escola, ao ajudar a criar o grêmio e como frequentadora assídua de passeatas. Cursou Ciências Sociais na Unicamp, filiou-se ao PCdoB e foi da direção estadual por 12 anos. Exilada na Albânia, trabalhou na “Rádio Tirana”. De volta ao Brasil, foi do conselho de direção do semanário “Tribuna da Luta Operária”, uma das fundadoras da revista “Presença da Mulher” e da União Brasileira de Mulheres. Concluiu mestrado e doutorado na PUC-SP e é professora universitária.

 

O que temos para os jovens? Segundo a OIT, desemprego recorde!

Do: Tijolaço

Divulgado ontem à noite, só no Estadão, graças a Jamil Chade, seu ótimo correspondente na Suíça, teve algum destaque o relatório da Organização Mundial do Trabalho que aponta o desemprego entre os jovens no Brasil tendo alcançado sua maior taxa em 27 anos: 29,9%, duas vezes maior que a média mundial, de cerca de 13,1%”.

Ainda não deu tempo de ler o relatório na íntegra (aqui, em inglês), mas um rápido olhar já revela o quanto a recessão influiu nisso, como destaca Chade:

A queda do crescimento da economia brasileira, informalidade e as incertezas de investimentos teriam gerado o salto no desemprego dessa camada nos últimos anos, ainda que o pico possa já ter sido atingido. “Houve uma enorme desaceleração de alguns países, entre eles o Brasil”, disse a diretora de Política de Desenvolvimento e Emprego da OIT, Azita Awad.

A situação é tão ruim aqui quanto em países que vivem uma situação de guerra ou de devastação:

Hoje, entre as mais de 190 economias avaliadas pela OIT, apenas 36 delas tem uma situação pior que a do Brasil para os jovens. Na Síria, por exemplo, a taxa de desemprego entre os jovens é de 30,6%, contra 34% no Haiti. 

Depois, trato de algo que o relatório revela claramente: o grau de desqualificação do jovem brasileiro para o trabalho, que não apenas eleva o desemprego quanto, também, influencia na qualidade dos postos de trabalho que lhe estão acessíveis.

Para um país que paralisou a criação de centros públicos de educação tecnológica, acabou com o Ciência Sem fronteiras e que tem o ensino profissionalizante fortemente apoiado na estrutura de um Sistema “S” (Senai e Senac, principalmente) entregue a uma visão mercantilista, é a garantida de que aquilo que está ruim, assim, vai piorar.

Publicado por: Pablo Carvalho

Lula sobre a candidatura de Manuela D’Ávila: “Se precisar, vamos juntos para a rua”

Do O Globo

SÃO PAULO e BRASÍLIA — O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que a pré-candidatura de Manuela D’Ávila à Presidência da República pelo PCdoB não afastará o partido do PT no próximo ano. Convidado a palestrar no congresso do PCdoB em Brasília, neste domingo, o petista, que também tem a intenção de se candidatar ao posto nas próximas eleições, afirmou que é direito da sigla querer lançar um candidato próprio e pediu união entre as legendas de esquerda: “Se precisar, vamos juntos para a rua.”

— Não pense que a pré-candidatura vai criar alguma rusga entre o PT e o PCdoB — declarou o ex-presidente.

Lula citou as campanhas às quais concorreu desde 1989 e brincou, voltando-se diretamente à Manuela, que frequentaria seus comícios para manifestar apoio ao partido.

— Mesmo que a gente faça uma campanha sem vencer, se a gente tiver uma campanha organizada e a militância for à rua motivada vale a pena tentar ser presidente da República. Da minha parte, a única coisa que vocês podem estranhar é daqui para frente eu começar a ir nos comícios da Manuela — disse, antes de acrescentar:

— Tem gente que reclama e fala que sou de extrema esquerda, que o Bolsonaro é de extrema direita e diz que o Brasil precisa encontrar um meio-termo. Que a Manuela seja esse caminho do meio.

Durante o discurso, o petista fez as críticas costumeiras ao presidente Michel Temer e à força-tarefa da Lava-Jato, alegando ter comprovado sua inocência em processos nos quais é réu. Ele também fez menção breve ao bloqueio de R$ 23,9 milhões, pedido pelo Ministério Público Federal (MPF) na última quinta-feira, pela Operação Zelotes, na qual é investigado por suposto tráfico de influência na compra de caças quando ainda era presidente.

— Um cidadão apresentou um pedido de bloqueio de R$ 24 milhões meus. Mas ele não teve a decência de dizer que eu não tenho esses R$ 24 milhões — declarou.

O PCdoB realizou em Brasília o 14º Congresso e lançou oficialmente a candidatura da deputada estadual Manuela D’Avila a presidente.

Num discurso de quase 40 minutos, Lula acusou o governo do presidente Michel Temer de fazer um “desmonte” das leis trabalhistas e de fazer “tudo que o mercado quer”. Ele alertou que, se não houver mobilização, o governo Temer e o Congresso aprovarão a reforma da Previdência.

– Éramos contra o impeachment, e ele aconteceu. Éramos contra a reforma trabalhista, e ela aconteceu. E agora a Previdência. Se não tomarmos cuidado, ela vai acontecer. Mas, quando esse governo é fraco e a fraqueza dele faz com que ele se submeta aos interesses do mercado e faz tudo que ele quer, o Congresso consegue aprovar numa rapidez que nunca vi. Eles sempre disseram que era preciso desmontar a CLT, sempre disseram. Vocês já sabem que a gente está voltando quase à escravidão. Estamos fragilizados na luta para evitar (isso). Os congressistas que estão votando para desmontar não têm compromisso conosco – disse Lula.

Publicado por:Pablo Carvalho

Novidade: Ex-militante da UJS é pré candidata a presidenta do Brasil

Por:Pablo Carvalho

Esta sexta feira, 17 de novembro, entrou para a história com o lançamento da pré candidatura, da deputada estadual do estado do Rio Grande do Sul, Manuela D’avila, pelo Partido Comunista do Brasil – PCdoB, a presidenta do Brasil. O PCdoB tem uma vasta história em defesa da classe operária e minorias.

Em seus 95 anos de história, essa é a terceira vez que o Partido lança candidatura a presidência do país, a primeira vez foi nas eleições de 1930, na ocasião o representante do partido foi o estivador, Minervino. Negro e operário.

Desta vez com uma jovem mulher, o Partido mostra que é antenado com as características do povo brasileiro.

Ibop: Lula ganha eleições no 1º turno

Por: Pablo Carvalho

Lauro Jardim, em sua pagina no O Globo tenta fazer as pessoas acreditarem baseado na pesquisa do IBOP, que Bolsonazi será o adversário de Lula, no segundo turno das eleições, se por acaso fossem hoje. O fato é o seguinte, se as eleições estivessem acontecendo agora, o risco (para Lauro Jardim) é Lula ganhar no primeiro turno.

Por que fazemos essa afirmação? Baseado na pesquisa, se as eleições fossem hoje, em torno de 50% dos eleitores não votariam. Com isso, Lula tem uma cifra em torno de 48% dos votos válidos.

Entretanto, Lauro Jardim que fazendo coro à anti-política, tenta influenciar os leitores conservadores de O Globo, para criar a possibilidade que não existe na analise fria dos números.

A possibilidade de Lula ganhar no primeiro turno é clara. A casa grande deve está apavorada, isso explica a analise tosca do lacaio de O Globo.