Francisco é o único líder que fala a verdade: “A guerra não é religiosa”

Em entrevista aos jornalistas que o acompanhavam a Cracóvia, na Polônia, para a Jornada Mundial da Juventude, o Papa Francisco mostrou que é um dos raros líderes mundiais disposto a falar a verdade em lugar de pegar carona nas histerias discriminatórias.

 – Repete-se muito a palavra segurança, mas a [palavra] verdadeira é guerra. O mundo está em guerra, guerra aos bocados.

Falando do assassinato do padre Jacques Hamel, durante a tomada de reféns na igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, próximo de Rouen, norte de França, Francisco disse que falava de “uma guerra a sério, não de guerra de religiões”.

 -Falo de guerra de interesses, por dinheiro, por causa dos recursos naturais, pelo domínio das populações.

O fundamentalismo não se expressa apenas no Estado Islâmico, mas em toda a vestimenta de buscar ‘a tranquilidade do passado’  com a recusa de que a velha ordem, injusta e excludente, é inviável no mundo que cresceu em gente e anulou as distâncias, pela comunicação e economia globalizadas.

A naus coloniais que transportavam o saque agora pedem apenas um “enter” no teclado de um computador.

POR · 27/07/2016

Escárnio a Ramiro Guedes!

A tentativa de Monopólio ou a Miséria da Cultura?Sem título

Recentemente fomos convidados para participar de um evento no qual o excelentíssimo “secretário” do Departamento de Cultura se fez presente. Sabe-se que no Campo da Cultura a luta mais importante – segundo alguns – é transformar o que é hoje um Departamento em Secretaria. Atualmente o que temos é a Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Teixeira de Freitas. Nesse evento a UJS – União da Juventude Socialista, não só deu seu apoio a tal questão como o senhor secretario defendeu que tinha um projeto para transformar o prédio dos Correios (atualmente ocupado) em um Museu. Fomos a favor do diálogo e solicitamos que o mesmo se fizesse presente no espaço para conversar com a juventude, mas infelizmente o que se vê é que o senhor Ramiro agiu como um ave de rapina. Não só não foi ao espaço – que hoje tem doações de vários livros – e conta com o apoio da população teixeirense como ainda usou dos meios de comunicação conservadores para nos difamar.

O tal projeto que ele falou e do qual iria nos apresentar nunca apareceu nem impresso. Será que nesses mais de 10 anos ele ainda não terminou o tal projeto? Ou será que por ser Secretário tem como objetivo chamar para si o monopólio da Cultura?

A UJS, tem interesse político, ou seja, se como diz Aristóteles, todo homem é um animal político, dentro da sociedade na qual estamos isso se faz mais relevante, pois todo projeto vai contra ou a favor de algo. E nosso interesse é a luta pelo Centro de Cultura Popular da Juventude para o município de Teixeira de Freitas. Será que o senhor secretário vai defender que ele é “neutro”? Nem sabão de coco é neutro!

Sendo o senhor Ramiro conhecedor e leitor assíduo dos clássicos compreenderá que o que mais se fez foi usar a Arte para fins pessoais, particulares para promoção de um indivíduo. Com certeza não é esse o seu caso. Mas voltando, nós ocupamos e vamos continuar ocupando enquanto houver um espaço no qual esteja inutilizado e possa ser usado como biblioteca, teatro, cinema etc para a nossa população.

Gramsci, havia dito que dentro da sociedade existem dois tipos de intelectuais. O primeiro, o tradicional. O segundo, os orgânicos. Segundo o pensador italiano, os intelectuais tradicionais, defendem o projeto estabelecido. Os intelectuais orgânicos, defendem a transformação social, a socialização da cultura, um acesso maior da população aos bens simbólicos. Neste último, está a UJS. No primeiro, está a postura do nosso Excelentíssimo Secretário que por ocupar uma cadeira na secretaria de cultura deveria lutar para que ela – a cultura – não seja monopólio de alguns, mas fazer valer o CAPÍTULO II, DOS DIREITOS SOCIAIS, quando assim se posiciona a lei: Art. 6o São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o LAZER, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, A ASSISTÊNCIA AOS DESAMPARADOS, na forma desta Constituição. Isso é uma luta política? Sim, pois os bens materiais e imateriais são distribuídos de forma desigual para todos. Dessa forma, precisamos fazer valer o que diz a música de Titãs, “Comida” quando ela defende que: “A gente não quer só comida A gente quer comida Diversão e arte A gente não quer só comida A gente quer saída Para qualquer parte…” A UJS, não vai aceitar que a Cultura continue sendo privilégio de alguns.

E se isso é uma luta política, com toda certeza, mas deixo para nosso “camarada” os versos de Bertolt Brecht para que ele compreenda isso e pare de usar dos meios de comunicação conservador para nos difamar: “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.” Portanto, podemos concluir que não somos uma facção, mas o senhor secretário que tenta subir em nossos ombros como um oportunista! Com projeto que nunca escreveu e nem apresentou a população teixeirense.

Resposta da UJS a Ramiro Guedes

Sem título

p2Jamais esperávamos um ataque tão vil e rasteiro, como o feito em sua coluna “A Nica da Liberdade 72″, subtitulo “Será?” no sítio eletrônico “Liberdade News”, em relação a ocupação que promovemos no prédio abandonado dos Correios, localizado na Praça Castro Alves(Praça dos Leões). Pra já ir te corrigindo, abandonado a mais de 10 anos.

O letrado, “colunista-calunista” e radialista, Ramiro Guedes, como bom repórter que sempre  tinha sido, deveria antes de sair falando dos outros ou do movimento social, em particular o da juventude, se precaver e fazer os passos básicos do bom jornalismo, pois é isso que esperávamos de uma pessoa que possuía seu “quilate”.

Por ser “conhecedor” do “campo” reivindicado pelos jovens ocupantes do prédio, ao levantar interrogações a cerca das “reais intenções” da “Facção politica” UJS. O senhor mostra que seu interesse é de um cinismo clássico alavancado pelos clichês conservadores, tenta elogiar a ocupação para na verdade falar o que todo conservador diz, 1º, que é louvável (para ganhar a atenção dos desavisados), 2º, põe em duvida a possibilidade da conquista, 3º, alia a reivindicação a questões eleitoreiras, para enfim destilar seu veneno e tentar deslegitimar a necessidade de espaços destinados a cultura e a importância do ato de desobediência civil realizada por aqueles jovens.

Nós que crescemos escutando o “Almoço a Brasileira” erroneamente achávamos que o Senhor resistia a família tradicional dos meios de comunicação local, mas ao que tudo indica, eles que fizeram um “bom trabalho” ao “forma-lo”.

Se o Senhor, tivesse lido o estatuto da UJS que é disponível no sítio eletrônico www.ujs.org.br, entenderia que a nossa organização faz apologia para a juventude filiar-se a partidos sim. Inclusive temos vários filiados do partido que o senhor lançou-se candidato a vereador em 2012. Os partidos não nos dividem, nós os usamos para a construção do socialismo, fim ultimo da nossa existência enquanto entidade. Incentivamos  filiação partidária 1º, porque é um direito constitucional, 2º, para hoje podermos escolher ser filiado a qualquer partido, muitos jovens deram a própria vida e 3º, o mundo que vamos construir “com os meninos e o povo no poder”, só será possível com a participação politica, pois para os gregos, idiota é quem não participa da vida na pólis.

Se o Senhor não vive em Teixeira de Freitas, saiba que a UJS tem uma longa tradição na luta e defesa da juventude neste município, facilmente comprovado por nós(vide imagem abaixo) e pela imprensa local, somo uma das poucas organizações juvenis que atua nas mais diversas frentes de luta ininterruptamente, saiba que “não vamos acertar nosso relógio pelo seu”. Como somos movidos por um grande sentimento de amor e estamos aprendendo “hay que endurecer pero sin perder la ternura jamás”, gostaríamos que o senhor refletisse um pouco mais:

“Já choramos muito

Muitos se perderam no caminho

Mesmo assim não custa inventar

Uma nova canção

Que venha nos trazer

Sol de primavera

Abre as janelas do meu peito

A lição sabemos de cor

Só nos resta aprender.”

Portanto, contamos com sua auto-critica para pavimentar o caminho da cultura de “mãos dadas”.

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O Helicoca e a prisão de um youtuber que ensinava a cultivar maconha

 maconha-600x338A prisão de um youtuber em Brasília escancara a hipocrisia da chamada guerra às drogas, que encarcera cultivadores de maconha para consumo próprio mas é incapaz de descobrir a origem dos 445 quilos de pasta base de cocaína apreendidos no helicóptero da família do senador Zezé Perrella.

O preso em questão é o professor Sérgio Delvair da Costa, a.k.a THC Procê, militante pela legalização da maconha e “grower”, como são chamados os apreciadores dedicados ao cultivo da erva.

Seu canal no Youtube, onde ensinava técnicas de cultivo, tinha mais de 16 mil assinantes. Adepto da filosofia do “plantar para não comprar”, criou a CCB (Cooperativa de Cultivadores do Brasil), que fornecia sementes aos 1.500 associados.

Talvez por não militar nas sombras, tornou-se alvo fácil da polícia civil, que no mês passado invadiu a residência onde ele mantinha 120 pés de maconha. E só. Nada de armas, nenhuma quantia em dinheiro, nem a jacuzzi onipresente nos esconderijos dos chefes do tráfico do Rio de Janeiro.

THC Procê foi autuado por tráfico e se condenado pode pegar até 20 anos de prisão.

Com pose de quem acabou de pegar um chefão da máfia mexicana, os policiais que o prenderam usaram o próprio canal do THC Procê para deixar um recado aos growers associados à cooperativa.

“Nós temos o endereço de cada um dos colaboradores que pagam R$ 37 por mês para receberem e cultivarem suas plantas de maconha em casa. Vamos bater na casa dos senhores e vocês vão responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Esse é o último vídeo do canal. A casa caiu. Cada um dos senhores está na nossa lista, com endereço e com identificação”, diz o policial, anunciando o que pode ser a maior operação de combate ao tráfico do país, com uns 1.500 investigados.

Apesar do absurdo que seria uma operação desse porte para pegar um punhado de sementes e algumas plantas, os growers têm motivo para se preocupar.

Ao contrário do caso do “helicoca”, no qual todos os envolvidos estão livres, a situação não tem sido fácil para quem se aventura a plantar maconha para consumo próprio.

Adepto da religião rastafári, o ativista Geraldo Antonio Baptista, ou Ras Geraldinho, autoproclamado “maior expert em maconha do Brasil” está preso e cumpriu três dos 14 anos de condenação por tráfico de drogas.

Geraldinho foi condenado por cultivar 37 pés de maconha em sua propriedade. Segundo seu advogado, as plantas renderiam menos de um quilo da droga.

Se fosse comercializada, o dinheiro obtido seria uma migalha comparado aos 50 milhões de reais que a cocaína apreendida no helicóptero dos Perrella valeria no mercado final.

As prisões dos ativistas e a liberdade dos envolvidos com o “helicoca” mostram que o Estado trata alguns com a fúria do ex-chefão do FBI John Edgar Hoover, enquanto com outros é leniente feito uma vovó carinhosa.

Será que a diferença no trato é só coincidência? Com Fernandinho Beira-Mar e Marcola dando ordens de dentro dos presídios e o tráfico pesado alimentando uma cadeia de propinas, extorsão e comércio de armas, fica difícil acreditar que essas discrepâncias são obras do acaso.

Por: Marcos Sacramento do Diário do Centro do Mundo

Plebiscito para “botar a cara” na democracia

Carina: a juventude quer ouvir a voz do Brasil
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O Conversa Afiada publica o artigo de Carina Vitral, presidente da UNE:

O momento político do Brasil desperta paixões. Obviamente, não haveria como ser diferente em uma conjuntura de rompimento do pacto democrático, firmado após a ditadura militar, e da ofensiva golpista de um grupo que não aceitou o resultado das urnas. Vivemos um dos momentos mais complexos e mais graves da história nacional, com a peculiaridade de um golpe de Estado sem tanques, mas com a violência autoritária de setores do parlamento, a mão de ferro do judiciário, a ação ilegítima de uma mídia nativa monopolizada, o controle das opiniões e da verdade.

Frente a esse cenário, os movimentos sociais, os setores progressistas da sociedade precisam respirar fundo, entender o que está em jogo, planejar o contra-ataque para recuperar o que foi tomado do país: a democracia. A União Nacional dos Estudantes realizou esse exercício de reflexão e debate no último fim de semana, em São Paulo, durante o seu 64º Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg). O resultado foi a resolução da UNE em apoiar a proposta de um plebiscito para consultar a população acerca da realização de novas eleições. Trata-se de uma luta conjunta, travada ao lado da resistência ao golpe, da denúncia dos desmandos do governo de Michel Temer e a busca pelo retorno da presidenta eleita ao seu cargo.

Para os estudantes e outros movimentos, o pacto que foi rompido e não será restituído com a política de gabinetes, com o desenrolar do contaminado jogo institucional que se apresenta. Um novo pacto qualquer não terá legitimidade sem a participação popular direta, sem o protagonismo dos milhões de brasileiros que se sentem mal representados pela classe política em geral e desejam sua renovação. A fragilidade do atual sistema se mostrou escancarada com a tomada de assalto da República por personagens como Eduardo Cunha, o tirano que dá as cartas sob holofotes ou nos bastidores, manipulando toda a dinâmica do presidencialismo de coalizão e fazendo do futuro do país uma partida sádica de xadrez.

O plebiscito será como a retirada do poder de narrativa dessas figuras como Cunha, Temer e outros cujo projeto é rejeitado pela maioria, entregando-o à população. É o horizonte de uma nova disputa a ser vivida nas ruas, junto aos trabalhadores, aos jovens, pobres, camponeses, às mulheres, negros, indígenas, a população LGBT. Assusta aos golpistas, como os dois citados logo acima, a possibilidade de precisarem defender sua agenda na luz do dia, em uma campanha na qual precisariam justificar o desmonte das leis trabalhistas, os cortes nos programas sociais, na educação, na saúde, a retirada de direitos, a priorização dos grandes interesses econômicos em detrimento do desenvolvimento dos menos favorecidos. O plebiscito é um desafio para “botarem a cara” e dizerem a que vieram.

A cara da UNE já está aqui, esperando os que aceitam o embate sem golpes, sem viradas de mesa, frente a frente com o povo. O plebiscito é uma construção que está amadurecendo entre as diversas correntes da sociedade, a partir do debate respeitoso e de uma nova articulação popular formada pelas bases, como sempre foi nos momentos mais críticos da história do país. É uma proposta que agrega consensos e que acua os inimigos em comum. A juventude quer ouvir a voz do Brasil sobre novas eleições. Você também quer? Vamos juntos.

Carina Vitral
Presidenta
União Nacional dos Estudantes

Plebiscito para “botar a cara” na democracia

Rolou as batalhas com a juventude presente!

Finalização do evento

Finalização do evento

Neste sábado dia 16/07, foi inaugurado o Centro de Cultura Popular da Juventude – CCPJ com batalhas de Bboys e MC´s. Clima descontraído e varias dezenas de jovens foram prestigiar os guerreiros do movimento hip-hop em nossa cidade.

Para a direção do CCPJ, é motivo de orgulho reunir tantos jovens para fazer cultura e resistir contra o golpe em curso em nosso país. Cabe ressaltar que este foi um tema ressaltado no evento.

Outra questão levantada na inauguração, foi a sucessão municipal e eventuais prejuízos caso a juventude vacile e deixe o Coronel Carcará retornar ao poder.

Mas a noite foi mesmo das batalhas, vejam as finais de cada elemento.

 

Inauguração do Centro de Cultura Popular da Juventude – CCPJ

Slide1Neste sábado, dia 16 de julho, as 18 horas será inaugurado o Centro de Cultura Popular da Juventude – CCPJ com batalhas de MC’s e BBoys, no prédio abandonado dos Correios em Teixeira de Freitas, na Praça Castro Alves (Praça dos Leões) S/N.

Este evento de inauguração é para referenciar o espaço entre a Cultura e a Juventude. Para a direção do CCPJ, há uma ligação entre estes dois seguimentos e os elementos da Cultura Hip-Hop sintetiza e eleva a uma dimensão de classe, por ser a cultura genuinamente da periferia.