Resposta da UJS a Ramiro Guedes

Sem título

p2Jamais esperávamos um ataque tão vil e rasteiro, como o feito em sua coluna “A Nica da Liberdade 72″, subtitulo “Será?” no sítio eletrônico “Liberdade News”, em relação a ocupação que promovemos no prédio abandonado dos Correios, localizado na Praça Castro Alves(Praça dos Leões). Pra já ir te corrigindo, abandonado a mais de 10 anos.

O letrado, “colunista-calunista” e radialista, Ramiro Guedes, como bom repórter que sempre  tinha sido, deveria antes de sair falando dos outros ou do movimento social, em particular o da juventude, se precaver e fazer os passos básicos do bom jornalismo, pois é isso que esperávamos de uma pessoa que possuía seu “quilate”.

Por ser “conhecedor” do “campo” reivindicado pelos jovens ocupantes do prédio, ao levantar interrogações a cerca das “reais intenções” da “Facção politica” UJS. O senhor mostra que seu interesse é de um cinismo clássico alavancado pelos clichês conservadores, tenta elogiar a ocupação para na verdade falar o que todo conservador diz, 1º, que é louvável (para ganhar a atenção dos desavisados), 2º, põe em duvida a possibilidade da conquista, 3º, alia a reivindicação a questões eleitoreiras, para enfim destilar seu veneno e tentar deslegitimar a necessidade de espaços destinados a cultura e a importância do ato de desobediência civil realizada por aqueles jovens.

Nós que crescemos escutando o “Almoço a Brasileira” erroneamente achávamos que o Senhor resistia a família tradicional dos meios de comunicação local, mas ao que tudo indica, eles que fizeram um “bom trabalho” ao “forma-lo”.

Se o Senhor, tivesse lido o estatuto da UJS que é disponível no sítio eletrônico www.ujs.org.br, entenderia que a nossa organização faz apologia para a juventude filiar-se a partidos sim. Inclusive temos vários filiados do partido que o senhor lançou-se candidato a vereador em 2012. Os partidos não nos dividem, nós os usamos para a construção do socialismo, fim ultimo da nossa existência enquanto entidade. Incentivamos  filiação partidária 1º, porque é um direito constitucional, 2º, para hoje podermos escolher ser filiado a qualquer partido, muitos jovens deram a própria vida e 3º, o mundo que vamos construir “com os meninos e o povo no poder”, só será possível com a participação politica, pois para os gregos, idiota é quem não participa da vida na pólis.

Se o Senhor não vive em Teixeira de Freitas, saiba que a UJS tem uma longa tradição na luta e defesa da juventude neste município, facilmente comprovado por nós(vide imagem abaixo) e pela imprensa local, somo uma das poucas organizações juvenis que atua nas mais diversas frentes de luta ininterruptamente, saiba que “não vamos acertar nosso relógio pelo seu”. Como somos movidos por um grande sentimento de amor e estamos aprendendo “hay que endurecer pero sin perder la ternura jamás”, gostaríamos que o senhor refletisse um pouco mais:

“Já choramos muito

Muitos se perderam no caminho

Mesmo assim não custa inventar

Uma nova canção

Que venha nos trazer

Sol de primavera

Abre as janelas do meu peito

A lição sabemos de cor

Só nos resta aprender.”

Portanto, contamos com sua auto-critica para pavimentar o caminho da cultura de “mãos dadas”.

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2 comentários em “Resposta da UJS a Ramiro Guedes

  1. André Almeida Santos disse:

    Monopólio da Cultura:

    Recentemente fui convidado para participar de um evento no qual o excelentíssimo “secretário” do Departamento de Cultura se fez presente. Sabe-se que no Campo da Cultura a luta mais importante – segundo alguns – é transformar o que é hj um Departamento e Secretaria. Atualmente o que temos é a Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Teixeira de Freitas. Nesse evento a UJS – União da Juventude Socialista, não só deu seu apoio a tal questão como o senhor secretario defendeu que tinha um projeto para transformar o prédio dos Correios (atualmente ocupado) em um Museu. Fomos a favor do diálogo e solicitamos que o msm se fizesse presente no espaço para conversar com a juventude, mas infelizmente o que se vê é que o senhor Ramiro agiu como um ave de rapina. Não só não foi ao espaço – que hj tem doações de vários livros – e conta com o apoio da população teixerense como ainda usou dos meios de comunicação para nos difamar. O tal projeto que ele falou e do qual iria nos apresentar nunca apareceu nem impresso. Será que nesses mais de 10 anos ele ainda não terminou o tal projeto? Ou será que por ser Secretário tem como objetivo chamar para si o monopólio da Cultura?
    A UJS, tem interesse político, ou seja, se como diz Aristóteles, todo homem é um animal político, dentro da sociedade na qual estamos isso se faz mais relevante, pois todo projeto vai contra ou a favor de algo. E nosso interesse é a luta pelo centro de Cultura para o município de Teixeira de Freitas. Será que o senhor secretário vai defender que ele é “neutro”? Nem sabão de coco é neutro! Sendo o senhor Ramiro conhecedor e leitor assíduo dos clássicos compreenderá que o que mais se fez foi usar a Arte para fins pessoais, particulares para promoção de um indivíduo. com certeza não é esse o seu caso. Mas voltando, nós ocupamos e vamos continuar ocupando enquanto houver um espaço no qual esteja inutilizado e possa ser usado como biblioteca, teatro, cinema etc para a nossa população.
    Gramsci, havia dito que dentro da sociedade existem dois tipos de intelectuais. O primeiro, o tradicional. O segundo, os orgânicos. Segundo o pensador italiano, os intelectuais tradicionais, defendem o projeto estabelecido. Os intelectuais orgânicos, defendem a transformação social, a socialização da cultura, um acesso maior da população aos bens simbólicos. Esse último, esta a UJS. No primeiro, esta a postura do nosso Excelentíssimo Secretário que por ocupar uma cadeira na secretaria de cultura deveria lutar para que ela a cultura não seja monopólio de alguns, mas fazer valer o CAPÍTULO II, DOS DIREITOS SOCIAIS, quando assim se posiciona a lei:

    São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o LAZER, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. Art. 6o São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o LAZER, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, A ASSISTÊNCIA AOS DESAMPARADOS, na forma desta Constituição.

    Isso é uma luta política? Sim, pois os bens materiais não são distribuídos de forma igualitária para todos. E como diz a música:

    A gente não quer só comida
    A gente quer comida
    Diversão e arte
    A gente não quer só comida
    A gente quer saída
    Para qualquer parte…

    A UJS, não vai aceitar que a Cultura continue sendo privilégio de alguns. E se isso é uma luta política com toda certeza, mas deixo para nosso “camarada” os versos de Bertolt Brecht:

    O pior analfabeto é o analfabeto político.
    Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
    Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
    O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

    Não somos uma facção, mas o senhor que tenta subir em nossos ombros como um oportunista! Com projeto que nunca escreveu e nem apresentou a população teixeirense.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Professor André:
    Em momento algum quis assacar à UJS as injúrias que os senhores estão atribuindo a mim ter feito aos senhores. Não pretendo polemizar com a UJS sobre a questão da ocupação dos Correios e falei aos senhores, naquela reunião citada, sobre a questão do Museu da Cidade, antigo desejo da comunidade, inclusive, encomendando um projeto ao coordenador do Curso de História da UNEB, professor Jonathan Molar,pois não nos julgamos competentes para adentrar tal seara. Mais que isso, não sou Secretário de Cultura, apenas humilde Diretor de Departamento. Na ocasião que o senhor cita, tive esse discurso de que órgão oficial algum deve ter o monopólio da Cultura e que devemos acabar com ghettos culturais. Combinamos ali nos falarmos, mas, por motivos de saúde, não pude procurá-los para tal. Creio estar havendo em suas palavras um equívoco, pois sempre reconheci na UJS uma ponta de lança nas lutas pela juventude e seus direitos e sempre a apoiei. Gostaria, se possível fosse, combinarmos um encontro onde pudéssemos externar nossos pontos de vista com sinceridade e sem animosidade, pois nada disso nos move. Gostei muito da citação de Gramsci e concordo que UJS se encontra em uma postura progressista e cidadã. Sinto-me incomodado de ser julgado tão rasteiramente pelo professor André, mas esse é um direito seu. A minha história em 26 anos de Teixeira mostra o contrário, pois sempre lutei por causas populares e, se hoje estou Diretor (não Secretário), esse é um acidente apenas. Concordo que a Cultura não deve ser privilégio de poucos, nem monopólio de alguns: essa visão é a do Departamento e por ela, acho que poderíamos nos alinhar, já que seus ditames são os que sempre procurei seguir. Se me fiz entender de maneira diferente, debite essa falha aos meus parcos conhecimentos da língua, o que, muitas vezes, me torna escravo de falhas.
    Obrigado pela atenção dedicada a esse escriba, que admira a UJS e seus princípios.

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