UNEB realiza atividade da 2º jornada agroecológica

Por Pablo Carvalho

Nesta terça feira, 02 de maio de 2017, no auditório da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, foi realizado o debate “Educação não é mercadoria – Defesa da Educação Publica como Direito”, que faz parte das atividades da 2º Jornada Universitária em defesa da Reforma Agrária da UNEB/CampusX.

As atividades da Jornada tiveram início no dia 17 de abril, e se estenderão até o dia 31 de maio, quando será finalizada com uma feira de produtos orgânicos.

A mesa intitulada “Educação não é mercadoria”, foi composta pelos debatedores: SINDUFSB (Lilian), SINASEFE (Antonio), APLB (André), movimento estudantil da UNEB (Vitor), UNEB/professor (Celso), Pablo (UJS – União da Juventude Socialista) e Luzeni/UNEB – (Mediadora).

Todos os debatedores apresentaram pontos dos descaminhos que a educação publica está passando, desde a tentativa do projeto de lei “Escola sem Partido”, até a reforma do ensino médio, quanto a questão do financiamento da educação.

Ao termino, debatedores e participantes, saíram convencidos que está em curso um projeto perverso para a educação no Brasil, e que é preciso resistir para não perder o que nos resta.

 

 

 

 

O que o 1º de Maio pode ensinar à nova cultura política

Por Altamiro Borges

“Se acreditam que nos enforcando podem conter o movimento operário, esse movimento constante em que se agitam milhões de homens que vivem na miséria, os escravos do salário; se esperam salvar-se e acreditam que o conseguirão, enforquem-nos! Então estarão sobre um vulcão, e daqui e de lá, e de baixo e ao lado, de todas as partes surgirá a revolução. É um fogo subterrâneo que mina tudo”. (Augusto Spies, 31 anos, diretor do jornal “Diário dos Trabalhadores”)
“Se tenho que ser enforcado por professar minhas idéias, por meu amor à liberdade, à igualdade e à fraternidade, então nada tenho a objetar. Se a morte é a pena correspondente à nossa ardente paixão pela redenção da espécie humana, então digo bem alto: minha vida está à disposição. Se acreditam que com esse bárbaro veredito aniquilam nossas idéias, estão muito enganados, pois elas são imortais”. (Adolf Fischer, 30 anos, jornalista)
“Em que consiste meu crime? Em ter trabalhado para a implantação de um sistema social no qual seja impossível o fato de que enquanto uns, os donos das máquinas, amontoam milhões, outros caem na degradação e na miséria. Assim como a água e o ar são para todos, também a terra e as invenções dos homens de ciência devem ser utilizadas em benefício de todos. Suas leis opõem-se às da natureza e utilizando-as vocês roubam às massas o direito à vida, à liberdade e ao bem-estar”. (George Engel, 50 anos, tipógrafo)
“Vocês acreditam que quando nossos cadáveres tiverem sido jogados à fossa tudo terá acabado? Acreditam que a guerra social se acabará estrangulando-nos barbaramente. Pois estão muito enganados. Sobre este veredito cairá o do povo americano e do povo de todo o mundo, para demonstrar a injustiça de vocês e as injustiças sociais que nos levam ao cadafalso”. (Albert Parsons, que havia lutado na guerra da secessão nos EUA)
As corajosas e veementes palavras destes quatro líderes do jovem movimento operário dos EUA foram proferidas em 20 de agosto de 1886, pouco após ouvirem a sentença do juiz condenando-os à morte. Elas estão na origem ao 1º de Maio, o Dia Internacional dos Trabalhadores. Na atual fase da luta de classes, em que muitos aderiram à ordem burguesa e perderam a perspectiva do socialismo, vale registrar este marco histórico e reverenciar a postura classista destes heróis do proletariado. A sua saga serve de referência aos que lutam pela superação da barbárie capitalista.
A origem do 1º de Maio está vinculada à luta pela redução da jornada de trabalho, bandeira que mantém sua atualidade estratégica. Em meados do século 19, a jornada média nos EUA era de 15 horas diárias. Contra este abuso, a classe operária, que se robustecia com o acelerado avanço do capitalismo no país, passou a liderar vários protestos. Em 1827, os carpinteiros da Filadélfia realizaram a primeira greve com esta bandeira. Em 1832, ocorre um forte movimento em Boston que serviu de alerta à burguesia. Já em 1840, o governo aprova o primeiro projeto de redução da jornada para os funcionários públicos.
Greve geral pela redução da jornada
Esta vitória parcial impulsionou ainda mais esta luta. A partir de 1850, surgem as vibrantes Ligas das Oito Horas, comandando a campanha em todo o país e obtendo outras conquistas localizadas. Em 1884, a Federação dos Grêmios e Uniões Organizadas dos EUA e Canadá, futura Federação Americana do Trabalho (AFL), convoca uma greve nacional para exigir a redução para todos os assalariados, “sem distinção de sexo, ofício ou idade”’. A data escolhida foi 1º de Maio de 1886 – maio era o mês da maioria das renovações dos contratos coletivos de trabalho nos EUA.
A greve geral superou as expectativas, confirmando que esta bandeira já havia sido incorporada pelo proletariado. Segundo relato de Camilo Taufic, no livro Crônica do 1º de Maio, mais de 5 mil fábricas foram paralisadas e cerca de 340 mil operários saíram às ruas para exigir a redução. Muitas empresas, sentindo a força do movimento, cederam: 125 mil assalariados obtiveram este direito no mesmo dia 1º de Maio; no mês seguinte, outros 200 mil foram beneficiados; e antes do final do ano, cerca de 1 milhão de trabalhadores já gozavam do direito às oito horas.
“Chumbo contra os grevistas”, prega a imprensa
Mas a batalha não foi fácil. Em muitas locais, a burguesia formou milícias armadas, compostas por marginais e ex-presidiários. O bando dos “’Irmãos Pinkerton” ficou famoso pelos métodos truculentos utilizados contra os grevistas. O governo federal acionou o Exército para reprimir os operários. Já a imprensa burguesa atiçou o confronto. Num editorial, o jornal Chicago Tribune esbravejou: “O chumbo é a melhor alimentação para os grevistas. A prisão e o trabalho forçado são a única solução possível para a questão social. É de se esperar que o seu uso se estenda”.
A polarização social atingiu seu ápice em Chicago, um dos pólos industriais mais dinâmicos do nascente capitalismo nos EUA. A greve, iniciada em 1º de Maio, conseguiu a adesão da quase totalidade das fábricas. Diante da intransigência patronal, ela prosseguiu nos dias seguintes. Em 4 de maio, durante um protesto dos grevistas na Praça Haymarket, uma bomba explodiu e matou um policial. O conflito explodiu. No total, 38 operários foram mortos e 115 ficaram feridos.
Os oito mártires de Chicago
Apesar da origem da bomba nunca ter sido esclarecida, o governo decretou estado de sítio em Chicago, fixando toque de recolher e ocupando militarmente os bairros operários; os sindicatos foram fechados e mais de trezentos líderes grevistas foram presos e torturados nos interrogatórios. Como desdobramento desta onda de terror, oito líderes do movimento — o jornalista Auguste Spies, do Diário dos Trabalhadores, e os sindicalistas Adolf Fisher, George Engel, Albert Parsons, Louis Lingg, Samuel Fielden, Michael Schwab e Oscar Neebe — foram detidos e levados a julgamento. Eles entrariam para a história como “Os Oito Mártires de Chicago”.
O julgamento foi uma das maiores farsas judiciais da história dos EUA. O seu único objetivo foi condenar o movimento grevista e as lideranças anarquistas, que dirigiram o protesto. Nada se comprovou sobre os responsáveis pela bomba ou pela morte do policial. O juiz Joseph Gary, nomeado para conduzir o Tribunal Especial, fez questão de explicitar sua tese de que a bomba fazia parte de um complô mundial contra os EUA. Iniciado em 17 de maio, o tribunal teve os 12 jurados selecionados a dedo entre os 981 candidatos; as testemunhas foram criteriosamente escolhidas. Três líderes grevistas foram comprados pelo governo, conforme comprovou posteriormente a irmã de um deles (Waller).
A maior farsa judicial dos EUA
Em 20 de agosto, com o tribunal lotado, foi lido o veredicto: Spies, Fisher, Engel, Parsons, Lingg, Fielden e Schwab foram condenados à morte; Neebe pegou 15 anos de prisão. Pouco depois, em função da onda de protestos, Lingg, Fielden e Schwab tiveram suas penas reduzidas para prisão perpétua. Em 11 de novembro de 1887, na cadeia de Chicago, Spies, Fisher, Engel e Parsons foram enforcados. Um dia antes, Lingg morreu na cela em circunstâncias misteriosas; a polícia alegou “suicídio”. No mesmo dia, os cinco “’Mártires de Chicago” foram enterrados num cortejo que reuniu mais de 25 mil operários. Durante várias semanas, as casas proletárias da região exibiram flores vermelhas em sinal de luto e protesto.
Seis anos depois, o próprio governador de Illinois, John Altgeld, mandou reabrir o processo. O novo juiz concluiu que os enforcados não tinham cometido qualquer crime, “tinham sido vitimas inocentes de um erro judicial”. Fielden, Schwab e Neebe foram imediatamente soltos. A morte destes líderes operários não tinha sido em vão. Em 1º de Maio de 1890, o Congresso dos EUA regulamentou a jornada de oito horas diárias. Em homenagem aos seus heróis, em dezembro do mesmo ano, a AFL transformou o 1º de Maio em dia nacional de luta. Posteriormente, a central sindical, totalmente corrompida e apelegada, apagaria a data do seu calendário.
Em 1891, a Segunda Internacional dos Trabalhadores, que havia sido fundada dois anos antes e reunia organizações operárias e socialistas do mundo todo, decidiu em seu congresso de Bruxelas que “no dia 1º de Maio haverá demonstração única para os trabalhadores de todos os países, com caráter de afirmação de luta de classes e de reivindicação das oito horas de trabalho”. A partir do congresso, que teve a presença de 367 delegados de mais de 20 países, o Dia Internacional dos Trabalhadores passou a ser a principal referência no calendário de todos os que lutam contra a exploração capitalista.

Fonte: Blog do Miro

Falece Belchior, cantor que introduziu o materialismo na MPB

Por Pablo Carvalho

Divulgação

  Nascido Antonio Carlos Gomes Bechior Fontenelle Fernandes, Belchior chegou aos 70 anos, completados em 2016, como um ídolo e mito do país. Não há brasileiro que não tenha sido tocado por suas canções.
Da medicina, que não chegou a concluir, ao posto de ídolo nacional, Belchior cumpriu a sina do músico nordestino que se deslocava para o Rio de Janeiro “para viver de música”. Isso aconteceu em 71.
“Eu decidi de repente e de um dia para o outro fui embora, sem documentos da escola e sem dinheiro. As coisas foram bastante complicadas e difíceis porque além de não conhecer ninguém, eu tava com o orgulho do pobre: ‘Se é pra vencer, vou vencer de qualquer jeito'”, contou Belchior ao jornal O Povo, em 2004.
O ano de 76 foi um marco na vida do compositor com o lançamento do LP Alucinação que trazia as faixas Apenas um rapaz latino-americano, Velha roupa colorida, Como nossos pais, A palo seco, todas essas músicas, além do caráter político introduz o materialismo histórico dialético, na MPB. O LP atravessou gerações e a canção Como nossos pais se tornou um dos grandes sucessos da cantora Elis Regina.
Rio de Janeiro, depois São Paulo, onde se casou, teve filhos e consolidou o sucesso da carreira. Os discos não paravam até 1999, quando o compositor se distanciou do público e da mídia. Em 2016, o albúm Alucinação completo 40 anos e Belchior 70 anos de idade. Choveram homenagens pelo Brasil.
Foram 70 anos de vida e mais 42 de carreira. “Eu passei minha infância em Sobral e posso dizer que minha vida lá foi a base pra tudo. Foi lá que eu vi a arte das igrejas, os mestres, as bandas de músicas. Todas essas coisas que foram significativas na minha infância, durante o período dos meus estudos, que foi a coisa mais importante que aconteceu”, contou Belchior em uma as inúmeras entrevistas que concedeu ao Jornal O Povo.
O governador do Ceará, Camilo Santana, se manifestou no Facebook sobre a morte do músico: “Recebi com profundo pesar a notícia da morte do cantor e compositor cearense Belchior. Nascido em Sobral foi um ícone da música popular brasileira e um os primeiros cantores nordestinos de MPB a se destacar no país, com mais de 20 discos gravados. O povo cearense enaltece sua história , agradece imensamente por tudo o que fez e pelo legado que deixa para a arte do nosso Ceará. Que Deus conforte a família, amigos e fãs de Belchior. O Governo do Estado decretou luto oficial de três dias”

“Data falha” comprova que Moro só faz bem a Lula

Por Pablo Carvalho

Em pesquisa eleitoral publicada hoje, com um cenário que tem 197% de intenção de votos (cenário 4), a “Data Falha” mostra que todos os ataques proferidos contra o presidente Lula, só o fortalece.

Inclusive, nos cenários de segundo turno, em que Lula não está em primeiro, o gráfico mostra ele subindo e o adversário em queda.

Outro fator que chama atenção, é o PSDB perder espaço para o candidato fascista Jair Bolsonaro, que agora briga pelo segundo lugar com Marina Silva. O prêmio de consolação dos tucanos, pelo apoio ao golpe, ao que tudo indica é ficar de fora do segundo turno.

Como alguns “taradinhos” da “Falha” fez muito alarde desta pesquisa no decorrer da semana, muitos (iguais a nós) pensaram que ela poderia trazer informações diferentes das demais pesquisas, ledo engano nosso, nem a “Data Falha” com o erro gigantesco no cenário 4, pode desmentir o que é notório, o povo mais humilde que são a maioria do Brasil, quer Lula de novo!

Matéria completa da “Falha” de São Paulo

 

Faça os cálculos deste cenário, alias, a “Falha” já tirou.

Com informações do Tijolaço